O SINGULAR NASCIMENTO DE UMA IGREJA

Na busca pelos registros do nascimento de nossa Igreja, foram redescobertos: fotos, atas de conselhos e inúmeros relatos de histórias pessoais. Em um registro das memórias do Dr. James Fanstone, médico missionário que iniciou o trabalho no local onde hoje é a atual Igreja, ele descreve o processo de surgimento da nossa amada Pioneira, que é mostrado abaixo:

“É interessante observar que uma das grandes igrejas autônomas de Anápolis surgiu de um ideal inicial de um hospital em tratar ou operar gratuitamente todos os missionários, pastores, evangelistas e suas famílias. No decorrer dos anos, muitos destes pacientes de diferentes locais no Brasil, em gratidão, deixaram doações. Depositamos todas essas doações no banco até que um dia elas foram suficientes para construir uma nova igreja.

Nossas primeiras enfermeiras missionárias (todas do Mildmay Mission Hospital, de Londres) foram minha irmã Baird e sua amiga, Mary Hamilton, e um ano mais tarde, a Doris Wilson. Elas gostavam muito de visitar os pobres e realizar cultos em suas casinhas simples no outro lado da cidade. Esse trabalho levou à compra de um destes ranchos para servir de local para a realização de atendimentos clínicos nas tardes de quarta- feira, e, aos domingos, reuniões evangelísticas. Essa tapera tinha uma cozinha e um outro cômodo que faltava duas de suas quatro paredes, então nossas reuniões se davam literalmente ao ar livre. Dra. Rettie Wilding fazia o atendimento clínico; cultos com iluminação de lampião eram realizados aos domingos à noite e as pessoas carentes da vizinhança ajudaram a construir a “igrejinha” do hospital no lugar do velho rancho. Mas chegou o tempo quando se fez necessário um local maior. Aquelas doações acumuladas no banco foram usadas para a construção do templo” (FANSTONE, 1972, p. 134)

O rancho construído por volta dos anos 30, conhecido como a “Igrejinha do Dr. James Fanstone”, havia se consolidado como o local de “dar injeções nos leprosos” e de realizar cultos. Conta-se que jovens

pregadores eram treinados nos cultos realizados no local.  Com o crescimento do trabalho evangelístico percebeu-se a necessidade em ampliar o atendimento pastoral para as pessoas que ali participavam dos cultos. O Dr. Fanstone, consciente dessa responsabilidade, solicitou à Igreja Presbiteriana de Anápolis, a incorporação do trabalho evangelístico em suas atividades. Assim, em 12 de dezembro de 1963, a Igreja Presbiteriana de Anápolis, entrelaçou seus caminhos com os nossos. Três meses depois, o Conselho designou o Presbítero Ulisses Borges de Oliveira como “encarregado do trabalho na Igrejinha”. Ao final do mesmo ano, no dia 29 de dezembro, o Conselho aprovou por unanimidade a emancipação da “Igrejinha”, sendo o Rev. Péricles Gonzaga, o primeiro pastor da nossa Igreja.  Em 20 de março de 1965, fomos oficialmente denominados de Segunda Igreja Presbiteriana. E, em agosto do mesmo ano, este nome foi alterado para Igreja Presbiteriana Pioneira. Conta-se que o cartório não aceitou o nome de Segunda Igreja por não haver o registro de nenhuma outra igreja denominada como Primeira Igreja Presbiteriana em Anápolis, assim, foi modificado para Pioneira, por expressar bem o ideal de uma igreja construída com base em projetos sociais e, principalmente, em ser testemunha viva do Evangelho.

Ao longo desses 50 anos, somos o fruto do sonho de Deus na vida de um homem, de uma família, de um grupo de enfermeiras e de uma igreja local. Uma Igreja nascida para abençoar pessoas obedecendo ao que diz Marcos 16.15: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

 

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